sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Acho que esta foto rima com férias!

Aka Island - Shomei Tomatsu

Pensamento Mágico

Crescer, eis a questão. Crescimento económico, variações trimestrais do PIB são notícias aguardadas com  ansiedade pelos agentes do nosso  mundo político-comunicacional. Um mundo parte da sociedade do espectáculo, separado desta nossa realidade.
E se as notícias são positivas, logo são propagadas aos sete ventos pelos arautos desse mundo feito de agências de comunicação, de jornalismo abastardado, que a precarização propagada pela crise também não poupou a nobre profissão de informar.
Assim, o tão-esperado crescimento e as variações positivas do PIB remetem-nos para o pensamento mágico  (e não se tornou a ciência económica parte dele?).
Com a crise e a sua receita à base de austeridade, muitos perderam o emprego, a casa. Outros deixaram para trás o país; e os que ficaram  trabalham por cada vez menos e são assolados pelo espectro do desemprego. Mas que importa tudo isso, diante das variações trimestrais do PIB?

Coisas do País do Sol Nascente (2)

Mais fotos de Daido Moryama

Coisas do País do Sol Nacente



Fotos de Daido Moryama



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Que dia!

Dia 2 de Junho de 2013, eu a caminho de Lisboa, a caminho da antestreia de Post Tenebras Lux, o último filme do realizador mexicano Carlos Reygadas.
A viagem para Lisboa, a TSF sintonizada e o primeiro-ministro a comunicar ao país que não se demite nem aceita a (irrevogável) demissão do Portas.
Na sala de cinema, a estranheza da escuridão da luz de Post Tenebras Lux; só ficou o silêncio para me reconfortar.
De regresso a casa, a notícia de que a minha mãe estava no hospital.  E amanhã (hoje) o meu dia de anos.

PS. Com a minha mãe está tudo bem, foi só o susto.

terça-feira, 28 de maio de 2013

House of Mirrors

Mundos de Hector Zazou. 
House of Mirrors foi o último álbum legado-nos pelo compositor de todas as latitudes. Depois Zazou partiu.

terça-feira, 21 de maio de 2013

No "estrutural" é que está o ganho!

O estrutural anda na boca do mundo. É grelha de leitura da realidade e receita para o nosso presente de crise.
Se há desemprego, é porque temos um problema estrutural. Se não crescemos, é porque teimamos em não fazer as "reformas estruturais", a nossa poção mágica, dizem-nos  hordas de comentadores e de especialistas.

Expressões tais como "desemprego estrutural" ou "reformas estruturais" são o fetiche do nosso tempo.  Um tempo de falência e  depressão.
Melhor, talvez,deixar de escutar os doutores em finança e economia e voltar aos livros do Asterix. 

PS. Oculta no fetiche, jaz a ideologia: desempregados? Não passam de reformas estruturais; desvalorização interna (em novilíngua, baixa dos salários) e privatizações? Eis a quinta-essência das reformas estruturais! Sem elas, somos só preguiça e ineficiência.