A realidade das contas públicas é uma torrente que escapa ao génio dos nossos ministros, uns vindos do mundo virtual das jotas, outros da academia. Mas a dívida pública é uma realidade de somenos ao pé da dívida privada, com destaque para a dos bancos, essas instituições que pairam acima das demais neste mundo às avessas.
Neste nosso mundo, os estados socorreram a banca e desembocaram na crise das dívidas soberanas. O dinheiro dos contribuintes pode e deve ir, rapidamente e em força, para as instituições financeiras, enquanto a austeridade é ministrada em pesadas doses aos povos. É a banalidade do mal, parafraseando Arendt.

